domingo, 19 de maio de 2013

Você sabe reconhecer a felicidade ?

                                                                 Imagem internet




Recentemente, uma propaganda na TV aberta, levantou uma questão em forma de pergunta, que me fez pensar e abrir os olhos como uma lêmure quando pressente algo.Com belas imagens em símbolos cotidianos, o anúncio tinha como mensagem central, a pergunta: O que faz você feliz?
Com um misto de raposa e símio, minha lêmure interna pulou dentro de mim, com outra pergunta: Você sabe reconhecer quando está feliz? E subindo em outro galho emocional, olhando de outra perspectiva, soltou o que eu já esperava: Para quê essa necessidade de ser tão feliz?
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A busca desta felicidade instantânea, aludindo Melane Klein (1882-1960), nada mais é aos meus grandes olhos, do que o bebê quando vê o peito da mãe e balança as perninhas de felicidade por saciá-lo de sua fome. Logo estará com fome novamente, e de novo esperará o que “está fora sacie que está dentro dele”. O mundo feminino contemporâneo dificilmente sabe o que é ser feliz. Libertas a pouco tempo das opressões, a herança ancestral permeia as memórias celulares. A mulher aprendeu  o que é felicidade, através da rejeição da dor e do sofrimento. E não a partir de si mesma. Sente-se feliz apenas por não ser agredida ou inferiorizada em sua vida. Aprendeu a ser feliz apenas por não ser rejeitada pelo homem que ama. Mas, quem disse que ela sabe realmente o que a faz feliz, a partir de um estado coerente de ser?
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Provas eu não tenho. Porém deduções lógicas fazem minha pequena lêmure, pular de galho em galho ampliando minha teia neural, a fim de pensar mais claramente. Iniciada ao mundo feminino desde o meu nascimento, a sensibilidade e o estudo desfizeram-me internamente o caminho mais óbvio. Não existe mulher feliz com olhar infeliz. Quando olhos nos olhos de todas que me rodeiam, percebo a infelicidade em cada gesto. O disfarce para este ato é a busca incessante de coisas que a preencham. Quando na verdade sinto que; a mulher busca um campo seguro para existir.
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A carência e a co-dependência feminina é uma doença silenciosa tão perigosa quanto qualquer outra moléstia. A mulher carente corrompe-se, e acolhe qualquer coisa que lhe conduza uma sensação. Esta sensação pode tranquilamente ser confundida com felicidade. Como sei?  A sensação coerente de felicidade produz vida. Não o desejo de fazer de novo. Portanto se você é depressiva, precisa comprar o tempo todo, tem pulsões por comida, bebidas e sexo sem sentido? E o pior de tudo ( para mim é claro), fica refém de um relacionamento a base de migalhas? Não precisa de uma lêmure “zoiuda” para compreender de quê algo não está certo.
Quando a clareza e o resgate limpo dos sentimentos, acomodam-se em seu interior o verdadeiro olhar vêem a tona. O feminino tem como base a paz e a coerência em seus atos. A rapidez, típica das mulheres que fazem tudo ao mesmo tempo, ganha qualidade e critério.
Faça um exercício simples, que neste momento lhe trará clareza sobre suas emoções. Una o dedo indicador e o dedo médio da mão direita. Dê três batidinhas no centro de seu peito, mais ou menos na altura da glândula timo, respire porque pode doer, mesmo batendo devagar.Depois disso leve os dedos unidos ao centro sua sobrancelhas,e faça a pergunta: O que realmente me faz feliz? Acolha e medite sobre o que sentiu. Se preferir faça com o mantra que coloco logo abaixo.
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 Lembre-se de quem você é...
Livres e brincalhonas, as lêmures pulam de galho em galho, permitindo que o rio da vida as leve ao seu destino. Por vezes o encontro da felicidade está tão perto e numa simplicidade tão absurda, que chegamos a ter vergonha, por não fazermos parte da turma da propaganda.
Seja você e seja feliz!
Palavra de Regina














domingo, 5 de maio de 2013

Você está liberta de si mesma?



                                                                     Fonte internet


No dia em que, pessoas queridas comemoraram seu aniversário. Soltei os cabelos e honrei minha liberdade. O fato de estar em um lugar onde o belo era a maioria, também contribuiu bastante para que os meus sentimentos aflorassem. A liberdade, não é uma ação de sair correndo por aí sem destino, o nome disso é fuga. A liberdade é um estado de espírito, um sentimento de ser apenas quem você é. A partir deste lugar prazeroso e íntimo, você pode escolher qual caminho tomar. Dentro da liberdade não existe a dependência, pois a dependente não é livre. Suas ações estão sempre ligadas às escolhas dos outros ou das crenças coletivas. O ser livre, não tem crenças de aprisionamento. Ela canta, assim como um “samba de rainha”, e dança livre pelo salão como se o palco fosse dela. Ser livre é estar inserida no coletivo sem a preocupação de que: Será que estão olhando para mim? Ser livre é permitir viver sem as máscaras sociais que a sociedade determina. Ser livre é amar um homem mais jovem, permitindo-se viver o que sempre sonhou. Assim como ser livre é dançar como uma criança sem a importância de aprovação.
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As árvores no quintal são testemunhas das travessuras de todas as crianças, que brincam e sonham com um futuro melhor. No palco, mulheres que realizaram seus sonhos de liberdade. São um modelo, um caminho a seguir.
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Você sabe o que significa a palavra “liberdade” na vida de uma mulher?
Se  pensou em viver livre e sozinha. Errou.                                                                                                               Fazer o que quer? Errou mais ainda.                                                                                                               Falar o pensa. Esqueça.

Libertar significa tornar liberto, livra-se da influência, desobrigar-se. Caminhar alinhada com seus desejos de alma. Utilizar sua sabedoria ancestral para gerir sua vida. Não existe mulher livre  aprisionada em conceitos,  e crenças de dominações herdadas como se fossem receitas de bolo.
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Sorrisos tímidos, olhares de soslaio e muitos pés ansiosos em busca de um amor. O combustível do feminino é o amor. O toque é a expressão maior, e é sentido a cada encontro. Neste lugar cheio de gente bonita  por dentro e por fora. Percebi que não importa mais se meu corpo é perfeito ou não. O que importa realmente é o que eu sinto aqui dentro. O quanto amadurecer é uma benção, para que a segurança permita que a real beleza se apresente.
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No dia em que pessoas que eu amo e admiro fizeram aniversário, o presente quem ganhou fui eu.
Namastê,

Regina Rocha Rodrigues
(Texto permitido ser compartilhado desde que o nome da autora seja divulgado)